UMA BREVE HISTÓRIA DO MOSAICO
Foi já chamada da forma
de arte eterna. Nas suas primeiras aplicações, o uso de mosaicos
foi encontrado num antigo pavimento de uma vila e em aplicações
de revestimento e embelezamento de edifícios na antiga Suméria.
Estas aplicações de
pequenas pedras eram colocados de encontro a paredes de forma a
fortificá-las e a adorná-las.
As pedras eram ajustadas
entre si muito perto umas das outras para formarem padrões
(normalmente copiados de tecidos e tapetes feitos no médio
oriente) e mais tarde para formarem imagens de variados tipos e
temas em painéis de paredes desde há 2500 a.C..
No entanto, o mosaico
foi uma forma de arte que cobriu principalmente dois períodos na
história:
O primeiro, o período
greco-romano, desde Alexandre o Grande até à queda de Roma onde
variadas exemplos tais como "a batalha de Isus" (sec.II a.C.)
foram criadas ou mais tarde nos mosaicos a preto e branco
encontrados em Pompeia e as aplicações policromáticas feitas no
reino de Adriano.
O segundo, o período
paleo-cristão e Bizantino, que se estendeu desde a queda do
império romano cerca de sec. IV a.C. até ao declínio do mosaico
no século 12 e 13 d.C.
Neste período os
mosaicos policromáticos aplicados em paredes e tectos, assim
como os mosaicos de vidro e de "ouro" aplicados principalmente
em vitrais de igrejas atingiram um pico de evolução.
Desde o séc. IV o
mosaico cedeu terreno à pintura, no entanto no séc. XV na
Florença dos Medicis, retoma alguma força quando é realizada a
imagem da Anunciação para a Catedral de Florença, por
Doménico Ghirlandaio.
No séc. XVII, Roma
retorna a formação de mosaiquistas, devido em grande parte à
decoração da Basilica de S. Pedro.
Uma coisa é certa: os
mosaicos atingiram o seu maior pico de utilização e apreciação
durante o período romano, onde não se encontrava uma única casa
que não tivesse o seu pátio interior coberto com mosaico que
quando chovia a água limpava e evidenciava a beleza das cores
das pedras.
A magia da arte de
mosaico começa quando a beleza intrínseca do mosaico é observado
nas suas peças individuais e à medida que nos vamos afastando as
imagens vão ficando cada vez mais definidas no abstracto da
observação feita no pormenor.
O resultado final é
espectacular e durável como a pedra.
No século XX, a arte do
mosaico antigo não consegue responder às exigências de mercado e
aos desejos da sociedade contemporânea, que procura tempos
curtos de execução e baixo custo da mesma.
O mosaico tradicional
não conseguiu responder a estas exigências modernas.
Assim sendo, existiu uma
reformulação progressiva nos métodos de fabrico dos mosaicos, no
seu sistema de produção e na sua capacidade de resposta às
crescentes exigências do mercado e da sociedade.
Surgiram novos produtos,
descendentes dos antigos mosaicos, que conseguem competir no
mercado, promovendo um método indirecto na feitura dos mosaicos,
chegando estes à obra já fabricados e prontos a ser aplicados.
As pequenas pedras justapostas da antiguidade entram agora no
terceiro milénio e no futuro.